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Carreiras do futuro vão empregar 14 milhões de profissionais até 2027



***Crescimento da indústria 4.0, marcada pelo desenvolvimento tecnológico, vai garantir estabilidade e bons salários para quem estiver capacitado.

imagem: arquivo / reprodução



O desenvolvimento da tecnologia e da inovação tem aumentado a demanda por profissionais que dominam áreas como robótica, inteligência artificial, energia renovável, automação, entre outras áreas cada vez mais presentes nas atividades industriais. De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), até 2027, o mercado precisará de 14 milhões de profissionais para atender as necessidades da chamada indústria 4.0.

O relatório aponta que a maior demanda será na região Sudeste, com 7 milhões de vagas, seguida da região Sul, com 3 milhões, Nordeste, com 2 milhões, Centro-Oeste, com 1 milhão e 200 mil e Norte, com uma demanda prevista de 671 mil trabalhadores.

Demanda por formação industrial (em milhares de pessoas)

Região

Demanda por formação inicial

Demanda por treinamento e desenvolvimento (T&D)

Centro-Oeste

188.900

1.006.300

Nordeste

352.400

1.729.700

Norte

106.400

564.600

Sudeste

1.129.900

5.965.200

Sul*

468.200

2.533.400



A escassez de mão de obra tende a gerar vagas com estabilidade e salários acima do mercado. A tendência do surgimento de novas profissões, mais alinhadas ao atual cenário de inovação, é mundial. De acordo com o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, publicado em janeiro pelo Fórum Mundial Econômico, 170 milhões de novos postos de trabalho serão criados até 2030, impulsionados por tendências como inovação tecnológica, transição verde, mudanças demográficas, fragmentação geoeconômica e incertezas econômicas.

Na tentativa de suprir a demanda e garantir o fortalecimento industrial no Brasil, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) oferece uma série de formações nas áreas com maior escassez. É o que explica o gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Mateus Simões.

"Precisamos formar uma grande quantidade de profissionais em áreas de real demanda da indústria brasileira", destaca Simões. "No planejamento desta oferta, o SENAI avalia o comportamento do mercado, as principais profissões que a indústria está demandando e então realiza sua oferta para os diversos setores de todo o Brasil."

Entre as áreas de maior interesse, estão tecnologia da informação e comunicação, alimentos e bebidas, construção civil, energia e mais recentemente formações em inteligência artificial. "Especificamente sobre este último tema, desenhamos um grande programa de formação de líderes e profissionais com o objetivo de aplicar inteligência artificial nas indústrias de forma segura, estratégica e que traga benefícios de competitividade", detalha o gerente.
 

Projeção do Emprego em atividades econômicas de maior demanda



Entre as iniciativas do SENAI, está a plataforma Futuro.Digital, que oferece cursos como IA & Data Science, Desenvolvimento Multiplataforma, entre outros na área de tecnologia.

SENAI: Vagas abertas

O SENAI está com mais de 84 mil vagas abertas em cursos gratuitos e pagos, segundo o último levantamento quinzenal feito pela Agência de Notícias da Indústria. A oferta contempla tanto cursos presenciais nas unidades do SENAI espalhadas pelo país quanto cursos no Futuro.Digital, plataforma online de educação da instituição.

Do total, 9,9 mil vagas são oferecidas diretamente pelas escolas do SENAI em estados selecionados, enquanto a plataforma Futuro.Digital reúne 74,3 mil vagas em diferentes modalidades de ensino, desde microcursos até pós-graduação e MBA.

Reportagem: Cristina Sena
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Notícia com apoio cultural das seguintes empresas:

Curso de edição de vídeo do MinC, on-line e gratuito, está com inscrições abertas



***Inscrições para o curso de edição de vídeo no site da Escult estão abertas até o dia 22 de novembro.

imagem:  Escult / reprodução



Área em grande expansão no Brasil, o setor audiovisual apresenta muitas possibilidades de emprego. Na frente ou por trás das câmeras, as oportunidades se multiplicam com o crescimento do mercado.

Uma opção para quem quer se qualificar para atuar na área são os cursos oferecidos pelo Ministério da Cultura (MinC). Eles estão disponíveis na plataforma da Escola Solano Trindade de Formação e Qualificação Artística, Técnica e Cultural (Escult). Qualquer pessoa pode fazer os cursos, que são on-line e gratuitos. 

Até o dia 22 de novembro estão abertas as inscrições para o curso de edição de vídeo no site da Escult. A formação é voltada tanto para quem já está trabalhando no audiovisual quanto para quem quer começar. 

O conteúdo visa aprimorar os conhecimentos, capacitando os alunos com as técnicas mais atuais. "O aluno vai aprender sobre a história da montagem, ritmo, linguagem, técnicas de edição de vídeo e sobre os principais softwares disponíveis no mercado, tanto para desktop, para computadores, quanto para smartphones, numa tecnologia mobile", explica o coordenador e professor do curso, Murilo Berardo Bueno.

O curso em edição de vídeo da Escult é fruto da parceria entre o Instituto Federal de Goiás (IFG) e o Ministério da Cultura. As aulas são realizadas na modalidade à distância, com carga horária de 60 horas. 

Os inscritos terão acesso a recursos que vão ajudar na formação e qualificação profissional, especialmente no setor cultural. "Essa formação tem várias técnicas e exemplos de edição, exercícios autoformativos que vão contribuir para o profissional do mundo da cultura se aprimorar, aprimorar os seus conhecimentos e receber uma certificação com a chancela do Ministério da Cultura, do Governo Federal, do Instituto Federal de Goiás." , ressalta Bueno.

As inscrições podem ser realizadas até 22 de novembro no site.


Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Notícia com apoio cultural das seguintes empresas:

Tecnologia transforma cidades brasileiras em espaços mais inteligentes e sustentáveis



***De segurança 24h a aplicativos que aproximam cidadãos da gestão pública, iniciativas inovadoras ganham força em centros urbanos.

imagem: Boaventuravinicius / Wikimedia Commons / reprodução



Acionar o serviço de limpeza urbana local por aplicativo de celular, marcar consultas e exames em equipamentos públicos pela internet, contar com monitoramento eletrônico 24 horas que informa à polícia se houver algum crime. Esses são alguns dos exemplos de como a tecnologia tem se tornado uma aliada no dia a dia da população, sobretudo nos grandes centros urbanos.

As cidades inteligentes são uma tendência que cresce em todo o mundo, inclusive no Brasil. O país conta com um ranking das dez cidades mais inteligentes, atualizado anualmente. Florianópolis (SC), Vitória (ES) e São Paulo (SP) figuram nos primeiros lugares da lista.

"Uma cidade inteligente é aquela que, com o apoio da tecnologia, de dados, através desses artifícios, melhora a qualidade de vida das pessoas na cidade, a sustentabilidade e a eficiência dessas cidades", explica a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unieuro, Hiatiane Cunha de Lacerda.

Hiatiane participou da elaboração da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, documento criado pelo governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), para orientar gestores locais. 

Mais segurança e acessibilidade

Na cidade de São Paulo, a tecnologia é uma aliada na prevenção e combate à violência e à criminalidade. Uma parceria entre a Arqia – uma das empresas líderes no segmento de Internet das Coisas no Brasil – e a empresa Gabriel garante o monitoramento por câmeras de diversos bairros. Atualmente, mais de 570 mil pessoas são beneficiadas.

"As câmeras da Gabriel, instaladas nas fachadas dos imóveis, usam o chip da Arqia, permitindo o monitoramento 24x7 dos imóveis e também estão integradas de forma colaborativa com a atuação das polícias Civil e Militar, tornando assim as cidades mais inteligentes e a vida de nós moradores mais seguras", detalha o responsável por Marketing e Jornada do Cliente da Arqia, Eduardo Resende. 

Em Santo André, no ABC paulista, a tecnologia simplifica o acesso ao governo municipal. Por meio de um aplicativo de celular, é possível acionar o serviço de limpeza urbana, por exemplo, para informar que uma árvore caída está impedindo a passagem dos pedestres. Esse é apenas um dos cerca de 500 serviços disponíveis à palma da mão do cidadão desde 2024, graças a uma parceria com o Colab. De acordo com a plataforma, 130 cidades brasileiras aderiram ao aplicativo, que permite participar, inclusive, de consultas públicas. 

Sustantabilidade 
 

Em Florianópolis, a Arboran, startup especializada em diagnóstico e gestão de áreas verdes urbanas, investe no desenvolvimento de inteligência artificial para planos diretores digitais de arborização urbana. Com investimento de R$ 80 mil, concedido pelo programa Acelera Startup SC, a solução vai monitorar as árvores de toda a cidade e indicar pontos para plantio. O sistema da Arboran também calcula a quantidade de carbono estocada em cada árvore urbana para créditos de carbono. 

A professora da Unieuro destaca que há inúmeras ações, por todo o Brasil, relacionadas à gestão eficiente de dados, diminuição de tempo trânsito, redução do consumo de energia, melhora na gestão de resíduos, entre outros temas. "Esse processo é contínuo, exige uma série de questões que estão vinculadas à inovação, que busca criar cidades cada vez mais justas, inclusivas e também sustentáveis para todas as pessoas e também para o nosso planeta", ressalta.


Reportagem: Cristina Sena
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Notícia com apoio cultural das seguintes empresas:

Brasileiros têm dificuldade para localizar e entender normas que devem cumprir, aponta pesquisa



***Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta influência da idade no acesso e na compreensão das regras, e baixa participação social nos processos de elaboração ou aplicação de normas.

imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil / reprodução



Os brasileiros enfrentam dificuldades para encontrar e entender as regras que devem cumprir. É o que aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na última quarta-feira (4). Entre os entrevistados, 65% declararam que conseguem localizar normas e regras do país. No entanto, 58% deles afirmaram ter dificuldades para encontrá-las. Já 36% do total de entrevistados responderam não compreendê-las. 

De acordo com o levantamento "Retratos da Sociedade Brasileira: Percepções sobre a Regulamentação", a idade e escolaridade são os fatores que mais influenciam no acesso e na compreensão das regras.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, 72% conseguem encontrar as regras. Entre os entrevistados com 65 anos ou mais, esse índice cai para 56%. Além disso, quanto maior o nível de instrução, maior a facilidade em localizar e entender o conteúdo regulatório.

Baixa participação social

A pesquisa evidenciou que 56% dos brasileiros nunca participaram de algum processo de elaboração ou aplicação das normas. Entre os que participaram, 55% declararam dificuldades ao longo do processo. 

Para a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Maite Sarmet, o envolvimento da população na elaboração de regulamentações é fundamental para que as normas atendam o interesse público. 

"A sociedade civil deve estar ciente dos requisitos necessários para que os produtos que consome cheguem na mesa com maior qualidade possível, por exemplo, e como muitas vezes os preços são reflexo de um ambiente regulatório complexo e insegurança jurídica que vem da imprevisibilidade do processo regulatório", exemplifica. 

Segundo Sarmet, o governo tem se empenhado para garantir maior participação da sociedade na elaboração de normas, como no caso do Brasil Participativo. A plataforma reúne informações sobre processos que permitem a participação da população, como consultas públicas, e já registrou a contribuição de 1,6 milhão de pessoas desde o lançamento, em 2023. A especialista ressalta, contudo, a necessidade de ampliar a divulgação de processos participativos, com orientações mais acessíveis. 

Ao analisar os desafios da participação cidadã no Brasil, o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, aponta que não basta apenas criar ferramentas de consulta pública ou canais de escuta da população. É preciso que a sociedade desenvolva uma compreensão mais ampla de seu papel no processo democrático. "Toda a iniciativa de participação, como o Brasil Participativo, é um avanço, mas o que falta é uma cultura social, de compreensão de que as normas e leis, na verdade, pertencem a todos. É parte do nosso contrato social, da nossa forma de viver em sociedade", avalia.

Ainda de acordo com a pesquisa, a idade impacta na percepção sobre a participação nos processos regulatórios: 53% das pessoas entre 18 e 24 anos declararam que é fácil ou muito fácil participar. Entre as pessoas com 65 anos ou mais, 62% afirmaram ter certa ou muita dificuldade em participar. 

Medidas para melhorar a regulação

Entre os entrevistados, 45% afirmaram conhecer o empenho do governo federal para melhorar a qualidade do marco regulatório do país. Ainda assim, para 23% essa não é uma prioridade da gestão e 76% declararam que a atenção é insuficiente ou que a agenda pode ser fortalecida e ampliada.

A pesquisa foi elaborada a partir dos dados do Instituto de Pesquisa Nexus que ouviu 2.013 cidadãos com idades a partir de 16 anos em todas as Unidades da Federação. As entrevistas foram realizadas entre 29 de abril e 5 de maio de 2025.


Reportagem: Cristina Sena
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Notícia com apoio cultural das seguintes empresas:

SENAI oferece mais de 84 mil vagas em cursos pagos e gratuitos em todo o Brasil



***Oportunidades incluem cursos técnicos, de qualificação, aperfeiçoamento, aprendizagem industrial e formação continuada, em modalidades presenciais, semipresenciais e à distância.

imagem: Agência de Notícias da Indústria / reprodução



O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com 84.306 vagas abertas em cursos gratuitos e pagos em diversas áreas, como construção civil, design, moda, produção de alimentos, segurança e tecnologia. A oferta contempla tanto cursos presenciais nas unidades do SENAI espalhadas pelo país quanto cursos no Futuro.Digital, plataforma online de educação da instituição.

Do total, 9.926 vagas são oferecidas diretamente pelas escolas do SENAI em estados selecionados, enquanto a plataforma Futuro.Digital reúne 74.380 vagas em diferentes modalidades de ensino, desde microcursos até pós-graduação e MBA.

De acordo com o gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Mateus Simões de Freitas, a ação é fruto de um planejamento que busca equilibrar volume e qualidade na formação de profissionais. "Precisamos formar uma grande quantidade de profissionais em áreas de real demanda da indústria brasileira", afirmou.

O dirigente explica que a oferta é baseada em estudos sobre o comportamento do mercado de trabalho. "O SENAI avalia o comportamento do mercado, as principais profissões que a indústria está demandando e então realiza sua oferta para os diversos setores de todo o Brasil", completou.

Cursos do SENAI: vagas por estado
Os interessados devem se inscrever nos sites regionais do SENAI ou na plataforma Futuro.Digital, onde estão disponíveis informações detalhadas sobre preços, carga horária, certificação e grade curricular. Em alguns estados, há vagas gratuitas pelo Programa SENAI de Gratuidade Regimental, voltadas principalmente para pessoas de baixa renda.

  • Distrito Federal: 811 vagas gratuitas em cursos de aperfeiçoamento, qualificação profissional e técnicos. Inscrições no site do SENAI-DF.
  • Mato Grosso: 1.100 vagas em cursos como agricultura de precisão, eletricista industrial, informática e operador de empilhadeira. Inscrições no site do SENAI-MT.
  • Paraíba: 1.167 vagas, sendo 962 presenciais e 205 à distância, em cursos como técnico em automação, programador de sistemas automatizados e técnico em segurança do trabalho. Inscrições no site do SENAI-PB.
  • Paraná: 3.843 vagas, sendo 2.545 presenciais e 1.298 à distância, em áreas como construção de obras, desenvolvimento de sistemas, química, produção alimentícia e segurança. Inscrições no site do SENAI-PR.
  • Rio Grande do Sul: 2.400 vagas para 80 cursos presenciais em 33 unidades, incluindo eletricista predial, programação e tecnologias de soldagem. Inscrições no site do SENAI-RS.
  • Tocantins: 605 vagas em 29 cursos presenciais, como eletricista instalador residencial, mecânico de ar-condicionado e marketing digital. Inscrições no site do SENAI-TO.

Reportagem: Déborah Souza
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / RFI - Paris (Fr) / Br 61

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O que é climatério e quais os sintomas?

O climatério é a transição para o fim da fase fértil da mulher, com mudanças hormonais e sintomas como calor e oscilações de humor.

imagem: Shutterstock_ New Africa / reprodução


***Entenda as mudanças que ocorrem no corpo feminino durante essa fase e saiba quais medidas adotar.



Entre as muitas fases que as mulheres enfrentam ao longo da vida, existe aquela que culmina no fim da menstruação e vai até a pós-menopausa. Esse período de transição é chamado de climatério, condição que modifica o corpo feminino, carregando sintomas incômodos.

Embora o climatério seja uma fase desafiadora na vida da mulher, ainda não existem tratamentos específicos para essa condição.

No entanto, o acompanhamento médico é fundamental durante esse período. Com o suporte adequado, é possível lidar melhor com os sintomas e prevenir complicações de saúde, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A seguir, confira mais detalhes sobre essa importante transição hormonal.


O que é climatério? Veja sintomas e tratamentos

A última menstruação marca o início da menopausa.

imagem: Shutterstock_ _Jo Panuwat D / reprodução



Segundo o Ministério da Saúde, o climatério é o período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a pós-menopausa. Nesse contexto, a menopausa, caracterizada pela última menstruação, é um evento que ocorre dentro do climatério.

Durante essa fase, há uma diminuição progressiva das funções ovarianas, o que leva à irregularidade dos ciclos menstruais até sua cessação completa. Estatísticas indicam que a menopausa acontece, em média, aos 50 anos, enquanto o climatério costuma iniciar por volta dos 40 anos e pode se estender até os 65.

Contudo, embora seja algo comum a boa parte da população feminina, há mulheres que não sentem mudanças significativas nesse período. O que é diferente da menopausa, que acontece naturalmente a todas as mulheres.

Vale lembrar que mesmo sem útero, mulheres podem passar pelo climatério se os ovários forem mantidos, pois é a função hormonal que determina essa fase. Sem ovários, ocorre menopausa cirúrgica, com sintomas imediatos.

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

Durante o climatério, as oscilações hormonais podem favorecer o ganho de peso, tornando essencial o cuidado com o corpo.

imagem: Shutterstock_ _Prostock-studio / reprodução



Muita gente ainda confunde os conceitos de climatério e menopausa, embora sejam distintos. O climatério é o nome dado à etapa de transição que marca o fim da fase fértil da mulher, envolvendo mudanças hormonais e físicas que antecedem e sucedem a última menstruação.

Já a menopausa, por sua vez, representa exatamente esse marco: a última menstruação, após a qual não ocorrem mais ciclos menstruais.

Climatério: fases
Sobretudo, os sintomas do climatério podem aparecer em três fases:

Perimenopausa
Corresponde ao estágio anterior à menopausa, quando o corpo começa a apresentar alterações hormonais. Essas mudanças podem provocar irregularidade nos ciclos menstruais, além de sintomas como ondas de calor e suor noturno.

Menopausa
Representa o encerramento definitivo da menstruação e da capacidade reprodutiva da mulher. É considerada estabelecida após doze meses consecutivos sem qualquer sangramento menstrual.

Pós-menopausa
Inicia-se após a confirmação da menopausa e se estende pelo restante da vida. Nessa fase, a produção de óvulos cessa completamente e os níveis de hormônios femininos diminuem de forma significativa.

As ondas de calor e o suor intenso no climatério são sinais do corpo se adaptando às mudanças hormonais.

imagem: Doucefleur / iStock / reprodução


Sintomas do climatério

Vale lembrar que nem sempre os sintomas serão os mesmos em cada uma dessas fases, mas podem se apresentar de acordo com cada uma delas. Dessa forma, durante o climatério, o corpo feminino passa por diversas transformações que podem afetar o bem-estar físico e emocional.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Oscilações no ciclo menstrual, que podem se tornar mais curtos, longos ou até desaparecer por períodos.
  • Sensação de calor intenso repentino, muitas vezes acompanhada de suor excessivo, especialmente à noite.
  • Dificuldade para dormir, que pode ser agravada por desconfortos físicos ou emocionais.
  • Alterações no humor, como irritabilidade, tristeza profunda ou sensação de desânimo.
  • Redução da libido, com menor interesse por atividades sexuais.
  • Desconforto nas relações íntimas, causado por ressecamento ou sensibilidade vaginal.
  • Mudanças na região genital, incluindo coceira, secura ou sensação de ardência.
  • Palpitações e sensação de batimentos cardíacos acelerados, mesmo em repouso.
  • Tonturas ocasionais, que podem surgir sem causa aparente.
  • Transformações corporais, como perda de firmeza da pele e redução do volume das mamas.
  • Alterações metabólicas, como aumento dos níveis de gordura no sangue.
  • Enfraquecimento ósseo, com maior risco de osteoporose devido à perda de densidade mineral.
Climatério e o acompanhamento médico
Antes de mais nada, se você desconfia que está passando pelo climatério, o primeiro passo é procurar um ginecologista. Durante a consulta, é essencial relatar todos os sintomas e mudanças que vem percebendo no seu corpo. O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e em exames ginecológicos, que ajudam a identificar alterações hormonais e a excluir outras causas.

A partir daí você começa o tratamento? Não! Como já mencionamos, não existe tratamento para o climatério, pois ele representa a transição entre a fase reprodutiva e a pós-menopausa. Como não é uma condição clínica isolada, mas sim um conjunto de mudanças hormonais naturais, não se trata com um único protocolo médico.

No entanto, esse período de transição hormonal precisa de um acompanhamento médico, que muitas vezes terá uma abordagem multidisciplinar. O que consiste em intervenções para os sintomas, como terapia hormonal, medicamentos para depressão ou ansiedade, suplementos para saúde óssea, e mudanças no estilo de vida.


As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.



Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog 

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